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domingo, 30 de maio de 2010

Brazilian Oi!/skinhead bands (videoclips)

Aqui, alguns videos com bandas Oi! brasileiras de gerações bem distintas!

Garotos Podres - "Rock de Subúrbio" (videoclip) - 1993 http://www.megaupload.com/?d=EG5FJ4OG


Bota Gasta - "Bota Gasta" (videoclip produzido pela banda) http://www.megaupload.com/?d=Q06ZGGPK

E, além destes, um ensaio da banda Voluntários, do Ceará! http://www.megaupload.com/?d=VV2E3TB6

Baixem já!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Entrevista: Jenny Woo Acoustic Oi! Project (Canadá)


Há tempos precisava publicar esta entrevista! Ainda mais com uma personalidade como Jenny! Inteligente, criativa, delicada e bastante atenciosa são alguns de meus elogios à esta jovem compositora canadense! Habitante de um belo país, Jenny concedeu esta entrevista. Colaborando com a tradução, meu amigo e companheiro de banda Primata, do blog Letras Punk www.letraspunk.blogspot.com! E seu trabalho foi bem pesado: as respostas de Jenny são enormes! E deixo vocês, nobres leitores deste humilde Oi!blog zine, com suas palavras e, no final, seu CD-demo para divulgação de seu trabalho. Confiram!

Vontade e Luta) Como iniciou seu projeto musical? E você tocou em outras bandas antes de seu trabalho?

Jenny Woo) Eu toquei em muitas bandas da cena Oi! e Punk do leste do Canadá. Atualmente eu toco na banda de Oi!/Streetrock chamada Kroovy Rookers como guitarrista, e também toco na banda de Rock'n'Roll de longa data, The Borderguards, dividindo as tarefas da guitarra.
Minha atuação solo-acústica iniciou quando comecei a escrever algumas canções em casa no meu violão. Elas eram uma espécie de baladas, influenciadas por bandas como Ultima Thule e Badlands, e não se encaixavam muito bem com o som que eu fazia nas outras bandas que tocava na época. Então eu decidi levar essas músicas pro bar e tocá-las solo pra ver o que as pessoas achariam. Pra minha surpresa, eu tive uma reação bastante positiva e decidi levar mais a sério, gravei uma demo no estilo DIY das minhas canções. Daí coloquei as gravações na internet e distribuí aos meus amigos, sem muita expectativa. Eu fiquei chocada com tanta reação que vi no meu myspace, e em pouco tempo assinei com a Randale Records pra fazer uma gravação completa dos meus sons. Eu acho que as pessoas estavam interessadas no som diferente das canções, cujos acordes provavelmente tocaram um monte de gente que gosta de Johnny Cash e outros sons acústicos. Foi dessa maneira que minha música solo-acústica teve início, como um pequeno projeto paralelo que eu fazia só por distração e experimentação, e tornou-se algo muito maior: um sonho virou realidade!



V&L) Vejo colaborações em suas gravações. Você tem parcerias em suas gigs?

JW) De tempos em tempos eu toco com diferentes pessoas no palco. Eu tenho um grande amigo, Steve, que tem me acompanhado no violão em umas Gigs. Acho que estar sozinha no palco é uma trabalheira, pois se tem que manter o público envolvido totalmente só, além de ser bem comum que o som fique fraco quando se tem só uma pessoa tocando e cantando. Então ter outra pessoa comigo no palco possibilita balancear a apresentação, e também fazer imediatamente um som mais forte.
Mas mesmo assim, eu toquei a maioria dos meus shows sozinha, porque é muito mais fácil organizar ensaios e datas dos shows quando se tem apenas uma pessoa pra acompanhar.
Na gravação, no entanto, eu incluí vários amigos meus pra fazerem 2ª voz, pra tocar baixo e também percussão. Eu decidi incorporar muitas outras pessoas no álbum, porque penso que é bom reunir diferentes talentos e estilos numa gravação. Acho que soa mais completo e um tanto mais interessante. Eu tenho sorte de ter amigos que não são apenas talentosas, mas também dispostas a dar uma mãozinha.

V&L) Oi!, ska e streetpunk são sons muito populares na cultura skinhead, principalmente em gigs! Eu não lembro, além de Frankie Flame, Half Man Half Biscuit e Attilla The Sockbroker, sons acústicos em shows de skinheads. Como foi sua primeira gig neste formato? E as reações?

JW) Eu admito, “skinhead rock'n'roll acústico” soa paradoxo - as pessoas costumam pensar que a música skinhead presumidamente tem que ser barulhenta e agressiva, e baladas acústicas não costumam se encaixar nesse presuposto. Mas eu tô convicta de que muita gente fez isso no passado, e o fez muito bem. Pessoas como Franky Flame de fato foram pro purgatório por usarem teclados e violões em sua música, e acho que é isso que diferencia sua música e a faz permanecer distinta do "Oi! típico". Em minha vida, eu ouvi um monte de bandas que soam exatamente como milhões de outras bandas, e não tem nada de interessante em ouvir os mesmos power acordes em toda música, que discorrem sobre "cerveja/brigas/sexta-feira à noite". Eu acho que todo mundo anseia por um pouco de diversidade no quesito musical, então por quê não tentar algo diferente? Bandas como Discharger e Ultima Thule, entre outras bandas RAC, desempenharam isso, utilizando-se de canções acústicas pra revelar a alma e o significado de suas músicas. Nem sempre se pode fazer isso com distorção e um jogo de bateria, algumas vezes você tem que recorrer ao básico, e é por isso que eu decidi escrever e gravar Oi! acústico.
Eu acho que fazer algo diferente demanda bastante coragem, e quando eu comecei esse projeto receei que as pessoas não estariam receptivas a ele. Embora minhas canções acústicas sejam bastante envolventes e espirituosas, elas definitivamente não soam pesadas ou barulhentas, por isso pode ser difícil tocar um set pra um público que espera ouvir algo como Agnostic Front. Em minhas primeiras apresentações eu tive bastante apoio dos meus amigos, que acreditaram em mim, mas também recebi algumas críticas de pessoas que pensam que música skinhead tem que ser aquela batida oi! retona, 4 por 4. Eu reagi a essas críticas acrescentando algumas faixas de música Oi! não-acústica com banda completa no meu álbum que está por vir. Eu gosto de Oi! tradicional, e acho que os sons que gravamos são ótimos. Porém continuo por trás de minhas canções Oi! acústicas e apresentações ao vivo, e sei que elas têm o espírito skinhead em de termos de significado e estilo. É ótimo ver que a platéia nos meus shows cresce, e acho que as pessoas começaram a valorizar que minha música pode ser diferente, e que mesmo assim mantém o entusiasmo e a alma do movimento skinhead.


V&L) Fale sobre suas influências para fazer suas canções!

JW) Eu escuto um monte de bandas atuais da Europa, como Evil Conduct, The Cliches, Ol' Cunts, On File, e coisas do tipo. E obviamente Cock Sparrer, The Business, e todo o resto de clássicos que fizeram a trilha sonora da minha vida, portanto tenho que dizer que sou influenciada por eles. Eu escuto também um monte de bandas locais canadenses, como Knucklehead e Alternate Action. Todas essas bandas me deram algo do que cantar e realmente me inspiraram a escrever músicas. E falando do lado acústico da coisa, eu tenho bastante influência de country e folk alternativo, como Johnny Cash, Corb Lund e Billy Bragg.

V&L) Minha música predileta é “Our Oi! Music Song”. Por favor, fale sobre esta letra!

JW) A música é sobre a vida do trabalhador. É sobre acordar cedo pela manhã todos os dias, pra fazer as mesmíssimas coisas: trabalhar num emprego comum e insatisfatório que paga somente o suficiente pra que você se mantenha vivo pra poder continuar trabalhando. A música fala sobre como é ser apenas mais um empregado que trabalha pra satisfazer o sonho daqueles que estão no topo, mas que não faz nada pelos próprios sonhos. É sobre a vida deplorável e penosa que a maior parte da classe trabalhadora vive. Mas é também sobre como eu e meus amigos superamos esta espécie de vida tediosa e sem valor, por meio da formação de uma coletividade baseada em bares locais, bandas locais e heróis locais. Embora mal façamos dinheiro suficiente pra sobreviver, e mesmo que nunca nos satisfaçamos com nossas vidas de trabalhadores, a gente tem amigos, família, e música pra que voltemos pra nossos lares à noite. E é isso que faz tudo valer a pena.

V&L) Além da música, o que Jenny faz? Estudos, emprego, diversão, políticas e mais?

JW) Bem, como você provavelmente percebeu até agora, boa parte da minha vida é fazer som, e muito do meu tempo é usado pra ensaios, apresentações e gravações. Mas também faço com minha melhor amiga um zine independente chamado "Subculture Spirit". A gente lançou apenas dois números, mas nossa meta é instituir um zine canadense de qualidade que abranja Mod, Skinhead e outras contraculturas. Até agora já fizemos entrevistas com Franky Flame, The Templars, The Corps e outras bandas do sudeste da Ásia, como a The Official. Têm sido bem legal até o momento, e já estou à espera do nosso terceiro número que sairá nesse outono.
Eu tenho muito interesse por filosofia, e acabei há pouco tempo meu mestrado em Filosofia Política (mas, por favor, não me pergunte sobre política, eu mantenho minhas opiniões políticas e minhas amizades/músicas separadas disso!). Infelizmente não há muitos empregos na área de filosofia, portanto no momento trabalho na área de comunicação (fazendo folhetos, boletins informativos e edição de sites).
Ano que vem, no entanto, eu vou pra escola de Direito em Toronto. Essa é uma carreira que eu nunca pensei que iria seguir, mas parece que é a melhor forma de me desenvolver pra me articular, e melhorar a vida dos outros.
Falando de descontração: bem, passar o tempo com meus amigos em festas, ir a shows, ao cinema, e viajar o máximo possível.

V&L) Como é a cena skinhead e punk canadense? Curto as bandas de seu país, como Prowlers, The Brutes, Random Killing, Subhumans, The Viletones, etc. E como vivem skins e punks em sua cidade?

JW) Quando eu penso na cena punk e skin canadense, eu não sinto nada menos que orgulho. Há muita gente por aí que diria que já não é mais como era antes, ou que todas as bandas que prestavam não existem mais - The Prowlers, Brutes, Lancasters, Subway Thugs, Emergency e Alternate Action estão todas desfeitas agora, mas eu acho que é importante ficar ligado no geral das bandas novas que estão se empreendendo, e também no geral das bandas já estabelecidas que continuam tocando. Há um monte de bandas novas e antigas que continuam fazendo turnê e lançando releases fodas - por exemplo, The Frostbacks, Bootprint, Alternate Action, Coup de Masse etc. O problema com o Canadá é que se trata de um país muito extenso e isso dificulta as bandas fazerem turnê, incorrendo que bandas bem conhecidas no leste do Canadá sejam relativamente desconhecidas no oeste canadense, e vice-versa. Outra coisa que não ajuda é a divisão por conta da língua, entre o inglês e francês. Mas acho que organizadores de shows e distribuidores bem associados têm ajudado a sanar essa divisão, e com o surgimento do myspace, nossa cena nacional está mais unida e definitivamente melhor conectada como nunca esteve.
Em Edmonton, a cidade onde moro, não consigo me lembrar de um tempo melhor pra ser um punk ou skinhead. Há muitos talentos nessa cidade, e acontecem ótimos shows toda semana. Um amigo meu tá comandando um novo bar punk/skin chamado DV8, que tem feito maravilhas fornecendo um lar pro Oi! local, pra bandas punk e trazendo ótimas bandas em turnê pra nossa cidade. Nós temos uma galera skinhead bem concisa aqui, e eu não poderia pedir um melhor grupo de amigos. Se você quiser algum dia visitar Edmonton, fale com qualquer um de nós e eu tenho certeza que a gente se juntaria pra tomar uma cerveja com você!

V&L) Algumas leituras inspiram suas obras? Quais seus escritores, gêneros e mídias favoritas? E fanzines?

JW) Embora eu leia livros ocasionais e assista a muitos filmes, devo dizer que meu passatempo favorito definitivamente é colecionar e ler fanzines. Eu admiro como os fanzines são uma parte da história, de como são DIY, e também de como são feitos com sentimento. Eu tenho uma pá deles em casa, que consegui por pedido, que trouxe de alguma viagem, ou de alguma troca. Meus prediletos são "Une Vie Pour Rien?" (pois é extremamente bem feito, bem escrito, e tem entrevistas extremamente interessantes), "Riot '77" (também muito bem feito, com entrevistas longas e detalhadas), e "No Bollox Just Oi!" (um zine romeno entusiasta). Tenho também na minha coleção um bando de zines dos anos 70, 80 e 90 que são muito fodas, por terem sido escritos em épocas diferentes. Há algumas coisas que permaneceram as mesmas, mas muita coisa mudou também - isto é, a gente não consegue mais demos em fita!
O fato de alguém poder se entusiasmar tanto com uma subcultura, de forma a dedicar seu tempo e dinheiro escrevendo e imprimindo fanzines é definitivamente inspirador. E também o fato de nossa cena de subcultura ter uma imprensa independente é impressionante, e os fãs e contribuidores que fazem zines são a espinha dorsal de nossa coletividade. Vida longa aos Zines!


V&L) E quando veremos novas canções? Breve?

JW) Uau, eu nunca imaginei quanto tempo levava pra gravar um álbum inteiro até eu ter a intenção de fazer um. Eu comecei a gravar minhas canções em novembro de 2009, e elas tão sendo masterizadas agora, fins de abril de 2010. Tem sido um processo longo, e tem havido altos e baixos, mas espero que o produto final seja bom. O álbum deverá ser lançado neste verão (inverno no Brasil) pela Randale Records - eu tenho certeza que você poderá fazer um pedido por eles, ou pelo seu distribuidor local!

V&L) Por favor, diga suas últimas palavras para nossos leitores!

Muitíssimo obrigada pela entrevista, e muitíssimo obrigada por ler e por apoiar sua cena. É maravilhoso ver e ouvir que a contracultura skinhead seja tão forte na América do Sul, além de ser surpreendente ver que em todo lugar do mundo há grupos de pessoas que têm algo em comum. Fique firme, orgulhoso e livre.

Adquira o trabalho de Jenny Woo aqui!

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Contatos e página de seu trabalho: www.myspace.com/jennywoooiproject

Vídeo: "Skinheads in China" (2003)?


Documentário feito por um canal de televisão da Alemanha, cobrindo a cena skinhead chinesa, acompanhando a banda Oi! tradicional chiensa Misandao e, principalmente, entrevistando seu vocalista. Mais um bom material sobre skins neste século XXI. Ainda mais demonstrando o crescimento desta contracultura em outros continentes e países. Áudio em alemão e algumas entrevistas em inglês.

Fanzine: Alerta Punk Nº 03 (1983)

Mais uma boa contribuição de Thales, de São Paulo! Neste número, ótimos artigos como críticas à cena punk paulistana na década de 80, coberturas sobre bandas punks da antiga Iugoslávia, resenhas de livros sobre anarquismo e algo mais! Outra fonte primária desta época!

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

The Voice - "Complete 1983-1989"


Uma das pioneiras do Oi! alemão, ao lado de Böhse Onkelz. As músicas nesta coletânea da banda não estão organizadas cronologicamente. Todas as faixas são cantadas em inglês, tanto que é bem nítido o sotoque do vocalista. Mas, quanto ao som, suspeito que tenham influenciado rigorosamente bandas como Stage Bottles! Uma severa mistura de Oi! e ska, muito bem executados. Um bom registro do Oi! alemão oitentista!

terça-feira, 18 de maio de 2010

VA - "Oi! um Grito de União" - três volumes!

Finalmente, após um longo hiato, por motivos profissionais, tive que ausentar-me! Mas, esforçando-me para manter este blog vivo, compartilho as clássicas compilações da Rotten Records! Aqui, encontramos em cada um destes volumes, registros de uma época onde o pioneirismo e a coragem de lançar e manter um selo Oi! no Brasil da década de 90, enfrentando preconceitos da mídia e demais patrulhamentos ideológicos em um contexto onde este gênero musical - Oi! - sofria rigorosamente acusações de uma imprensa sensacionalista e ignorante sobre as particularidades de suas investigações! E, também, veteranos como Vírus 27, Histeria Oi!, Fogo Cruzado e Garotos Podres, em suas execuções, sons que amadureceram e, melhor ainda, mantiveram suas identidades! Mesmo com seu enorme prestígio, recomendo estas propriedades do Oi! brasileiro!
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Bandas: Histeria Oi!, Vírus 27, Bandeira de Combate e Mata-Ratos (Portugal).

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Bandas: Maniphesto, Contra-Ataque, Patriotas, Fogo Cruzado, Comunidade Carandirú e Puro Impacto.

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Bandas: Keltoi! e Oi! the Arrase (Espanha), Garotos Podres, Contra-Ataque e The Skulls.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Gigs Rio de Janeiro - Brasil (Solstício e Arroto)


Duas bandas do estado do Rio de Janeiro, demonstrando seu potencial em gigs realizadas em nossa cidade!
Arroto no Cine Lapa



Solstício no Audio Rebel



Brigada dos Lobos - gig de lançamento do primeiro álbum!


domingo, 25 de abril de 2010

Entrevista: Skunx (banda) - Canadá


Uma banda muito nova, com uma formação bem original: um skinhead e dois psychobillies tocando Oi!. Além disto, seus integrantes gostam de afirmar em sua página: são todos latinos e vivendo no Canadá! E um som tradicional e boas composições! Detenham-se nesta entrevista e confiram seu som no final da matéria! Giovanni, guitarrista e vocalista, dá esta entrevista!

Vontade e Luta) Como nasceu Skunx?

Giovanni) O Skunx foi formado em outubro de 2009. Mudei para o Canadá no início de janeiro de 2009 e eu procurava formar uma banda Oi!. Encontrei Israel por volta de maio e ele me disse que tinha uma banda de psychobilly chamada RIP e procurava por um baterista. Falei com ele que se tocasse bateria para eles, se poderiam tocar para mim no Skunx. Nos acertamos e ambas as bandas estão indo bem.

V&L) Escutando seu som, vou para os anos 80, quando as bandas Oi! tocavam com raiva, atitude e um toque de classe. Fale sobre suas bandas favoritas! A versão do Condemned 84 é uma boa escolha! Vocês tocam mais clássicos do Oi! em suas gigs?

G) Algumas de minhas bandas favoritas são Snix, Tolbiacs Toads, No Tag, Condemned 84, Indecent Exposure, e basicamente tudo do Oi! inglês dos anos 80. Também sou um grande fã do Oi! brasileiro, bandas como Histeria Oi!, Vírus 27, Manifestho e Carbonário são minhas favoritas. Em nossos shows tocamos apenas “Up Yours” do Condemned 84 e “Evil” da 4-Skins.

V&L) “Run for Your Life” é minha canção favorita em suas demos. Comente sobre esta letra!

G) É uma canção sobre dar risada de qualquer coisa que você odeie. Baixos salários e ser explorados por seus patrões, entrar na merda com a polícia ou alguém sempre tem alguma coisa para dizer como você se veste. É sobre tudo que nós passamos. O que é viver em nosso pequeno mundo e isto ninguém entende, um mundo deste que o resto da sociedade nunca terá.


V&L) Como vivem três latinos no Canadá? O que fazem além do Skunx? E como vivem com skins e punks canadenses?

G) Nasci no Paraguai e mudei para os Estados Unidos, e como mencionei antes, ano passado mudei para o Canadá. Israel e Andy são primos, ambos estão aqui há cinco anos. O Canadá é um belo país, muito tranqüilo, não há racismo como nos Estados Unidos. Andy toca bateria, Israel baixo, e eu sou o guitarrista e letrista da banda. A cena em Toronto é muito pobre, estamos fazendo um esforço para trazer de volta um estilo original. A maior parte das bandas daqui misturam estilos demais e nós não estamos afim disso.

V&L) Vocês podem tocar em seus países, Paraguai e México? É uma tarefa complicada em suas vidas? Organizar este evento?

G) Seria ótimo tocar em casa, mas no momento parece impossível. Nós estamos economicamente pobres, mas ricos espiritualmente. Estamos apenas agendando shows fora de Ontário (risos).

V&L) E eu espero por canções de psychobilly em seu som! Ou sua banda tem intenção definitiva, tocar somente Oi!?

G) O Skunx apenas toca Oi! e nós queremos manter isto e o mesmo para o RIP. Como disse antes, não gostamos de misturar estilos. Nós preferimos manter tão original quanto possível.


V&L) Vocês tocaram em outras bandas em seus países e Canadá ou Skunx é sua primeira banda?

G) No Canadá esta é nossa primeira banda, mas tive poucas bandas punk/Oi! quando vivi nos Estados Unidos, mas não foram especiais. Apenas projetos minúsculos e isso apenas iniciaram o que procurei sempre para o som, e isto veio com o Skunx.

V&L) O que vocês pensam de bandas como Trouble Makers de Quebec?

G) Honestamente, não sei muito sobre eles. Sei que eles vieram do final dos anos 90 e sei que eles pertenciam ou caíram fora de uma crew em Montreal chamada “Coup De Masses”.


V&L) Alguns projetos para o futuro? Novas gravações?

G) Sempre temos planos para o futuro, apenas nunca atingimos! Para a maior parte, tocaremos em qualquer lugar e tentar fazer um nome para nós mesmos. Esperamos tocar por todo Canadá. Fazemos planos em voltar para Montreal, e fazer gigs em Hamilton, Windsor, e tentarmos percorrer todo caminho até Calgary e fazer um show ali. Quanto as gravações, nós precisamos ter uma demo melhor, mas em qualquer época nós nunca gravamos como queríamos. Eu sempre acho que nós fazemos melhor ao vivo do que nas gravações.

V&L) Por favor, últimas palavras...

G) Sempre sonhei tocar no Brasil. Se não atingir isto, algum dia gostaria de ir para o Dezembro Oi! em São Paulo. Minha adoração pelo Oi! brasileiro é grande. E ainda mais as mulheres! Obrigado pela entrevista!, e espero estar aí pra Copa de 2014! Saudações do Canadá!

Adquira as demos do Skunx aqui: http://www.megaupload.com/?d=30B9WNJM Aconselho: excelente banda!
Página da banda: www.myspace.com/skunxoi

The Herberts - "Live Rouen 92" (video)

Uma banda com parcas gravações e um mito no Oi! francês! Sua discografia, bastante escassa, causou grande impacto no início dos anos 90. Aqui, disponibilizo um video com a canção "Action Man" ao vivo em Rouen. Este é um dos raríssimos videos da banda. Lamento que seja apenas uma música e não a gig completa! Mesmo assim, aconselho obter este exemplar!

http://www.megaupload.com/?d=Q3MSA0LI

Generation Mongoloid - S/T (2006)

Não vivemos apenas da glória Oi! em nosso blog! Um dos gêneros mais cultuados entre jovens das ruas é o psychobilly. Destaco este álbum como um bom trabalho desta banda italiana. E principalmente seus vocais! Não conheço muita coisa sobre eles, mas é um disco impressionante. Letras em inglês!

domingo, 18 de abril de 2010

Entrevista: RazzaPParte (banda) - Itália


Uma das mais importantes bandas Oi! italianas, de uma terra onde nasceram Klasse Kriminale, Nabat e The Stab, sem mencionar outras potências saídas da bota européia! Nascidos na década de 90, o Razzaparte comprova que o streetpunk e o Oi! não vivem apenas no saudosismo, mas perpetuam sua luta sonora! Flavio, seu vocalista, dá esta entrevista!

Vontade e Luta) Razzaparte é uma notória banda Oi! em nossa época. Conheci seu som na compilação “Urbanoise”, da Rotten Records Brasil. E, como você vê a banda hoje, olhando para trás, desde “Gente Senza Poesia” EP até seu último álbum?

Flavio) Ainda nos consideramos uma banda Oi!, embora nós misturamos mais e mais influências. Sempre misturamos Oi!, punk-rock e hardcore, mas nossos últimos álbuns contém algo de punky reggae/passagens de dub.
Somos estreitos com a cena punk e skinhead e, apesar das mudanças de formação desde 1995... bem, ainda estamos aqui!
Nosso novo álbum, “Briganti” (bandidos) foi lançado pela Anfíbio Records e é ilustrado pelo artista mexicano Chema Skandal. Ele fez um bom trabalho, em nossa opinião. Este CD tem uma página dedicada no
www.razzaparte.net/briganti
Esta é nossa discografia (compilações não-incluídas):
“Gente Senza Poesia” 7” EP – Oi!Strike/Resta Rude Rec. (1999)
“Servi o Ribelli” CD – Anfíbio/Spaghetti/DdC/COTD (2003)
“Il Drago e Il Leone” CD – Anfíbio Records (2007)
“Briganti” CD – Anfíbio Records (2010)


V&L) Viterbo tem uma antiga e famosa universidade. Como é a cena em sua cidade?

F) Os primeiros skinheads de nossa cidade apareceram no início dos anos 80 e eram ultras de futebol. Uma cena skinhead/punk/hardcore voltada para a música surgiu nos anos 90 e, bem, nós ainda estamos aqui! Tínhamos um coletivo chamado “Viterbo HC” e uma seção SHARP. A garotada mais nova, recentemente, formaram seus próprios coletivos, “Tuscia Clan”, onde “Tuscia” é o nome de nossa região (parte norte do Lazio), na Itália central. Achamos que temos uma boa e misturada cena (skins, punks, hardcore kids, etc) e tentamos ser mais ativos quanto possível (concertos, etc).

V&L) Você acredita que o Razzaparte é uma banda política? E o que seus membros pensam sobre isto?

F) Não nos consideramos uma banda política, embora cada um de nós temos nossas idéias e todos somos contra o racismo e crápulas WP. Pensamos que a música Oi! pode carregar diferentes tipos de mensagens, incluindo algum conteúdo político., mas nunca nos consideramos uma banda para redskins nem skins não-políticos. De fato, não ligamos para rótulos, queremos apenas chutar o lixo WP e conversar com todos que curtam nossa música.


V&L) E futebol? Quais seus times favoritos e o que esperam da seleção italiana para a Copa da África do Sul?

F) Alguns de nós estão por dentro de futebol e outros não. Alguns membros torcem por times locais como Viterbese, outros torcem por clubes da Série A. temos uma canção – “Casuals” – é mais sobre subculturas – skinheads e, você adivinha, casuals – então é sobre futebol.

V&L) Quando escutei seus trabalhos (confesso que meu favorito é o primeiro EP) mas seu primeiro álbum, “Servi o Ribelli”, vejo como uma perfeita síntese entre Oi!, punk e hardcore. Como criam suas canções? É um processo individual ou coletivo?

F) A música vem de um processo coletivo enquanto as letras são escritas por mim exceto “Milizia” (do CD “Briganti”), escrita com o guitarrista anterior, Fiore.



V&L) Além da banda, como vivem seus membros? Trabalho, estudos, família, diversão, etc.

F) Temos interesses diferentes, como História local, etc. Alguns trabalham enquanto os membros mais jovens ainda estudam e, como você sabe, mantemos a banda com dificuldade. Mas ainda amamos nossa música e temos várias coisas para dizer e o que não lembramos agora. Tocar em concertos, especialmente no exterior, é mais difícil.


V&L) Por favor, comentem sobre duas canções:

“Oi! Band” – Esta canção é uma brincadeira! De fato, é apenas uma versão de uma canção pop italiana, “Boy Band”, do Velvet. Gostamos da versão original e pensamos em fazer uma versão mais humorada com toque punk-rock e letra um pouco mais irônica. Nós incluímos como uma faixa fantasma no CD “Servi o Ribelli”.
“Fascio Nero” – “Fascista Negro” – é sobre um negro de nossa cidade que se junta com idiotas nazistas. Tentamos fazer uma divertida paródia para algo sério: pessoas que recusam e rejeitam sua origem.

V&L) Conte sobre suas últimas gigs fora da Itália.

F) Tocamos fora apenas na Suíça, no “Rude Boy Festival”, em 2005, mas existem projetos para o outono. Temos contato com alemães e franceses mas, como disse antes, não é nada fácil para nós.

V&L) Quais bandas brasileiras de Oi!, punk e hardcore são suas favoritas?

F) Gostamos de Garotos Podres e a música de algumas bandas “carecas”, embora realmente não conheçamos e nem entendemos todas as letras, então não podemos julgar. Tínhamos contato com a Rotten Records por anos mas, atualmente, temos muito poucos contatos em seu país.

V&L) Curto bandas italianas como Klasse Kriminale, Nabat, Los Fastidios e Plastic Surgery (adoro seu único EP “Rivolta” – é um item raro aqui, em vinil). Na cena Oi! italiana, quais suas bandas favoritas?

F) Adoramos Klasse Kriminale e Nabat, são bandas muito influentes. Plastic Surgery fez um grande EP, musicalmente bom, mas se envolveram com a cena WP e perderam contato com a cena skinhead não-racista bem antes de seu EP.


V&L) Últimas palavras para os leitores do Vontade e Luta?

F) Manter a fé e não ser enganado pela bosta “reds versus não-políticos”. Ame sua música e sua subcultura.

V&L) Obrigado, Flavio!

F) Obrigado! Alguém interessado em nossa música pode nos contactar no mail info@razzaparte.net.

Aqui, disponibilizamos o primeiro EP, "Gente Senza Poesia". Aproveitem!

http://www.megaupload.com/?d=RP38REUK